Domingo, 7 de Novembro de 2010

VISITA A PEQUIM

 

VISITA A PEQUIM

 

 Preâmbulo

 

 O texto que se segue resulta do registo de uma viagem turística, com guia local. Recorri também a outras fontes de informação complementares.

 

1 – Situação e Aspectos Gerais

 

Pequim ou Beijing é a actual capital da República Popular da China. Localiza-se no extremo noroeste da planície da China Setentrional e é hoje uma moderna cidade industrial e comercial, em constante desenvolvimento a vários níveis. Toda a cidade é muito plana, o que facilitou o desenvolvimento de uma extensa rede viária. É também uma cidade muito poluída, densa mente povoada e com um trânsito intenso e caótico. As avenidas são largas e algumas com seis faixas de rodagem de cada lado. Pequim é uma das maiores capitais do mundo. Segundo informação do guia local, Pequim tem a maior avenida do mundo, com 50 quilómetros de comprimento. Com 23 milhões de habitantes, não é de estranhar que o trânsito seja caótico, sobretudo ao fim da tarde. No entanto, raramente se verificam acidentes de viação, apesar de não ser habitual o cinto de segurança. Nos últimos 12 anos, houve grandes alterações na cidade. Nas ruas, havia mais espaço para as bicicletas e agora é ao contrário. Há muito mais espaço para os carros. Circulam muitos carros modernos, de boas marcas e de gama alta. Nos últimos 3 anos, aumentou imenso o tráfego automóvel. Por dia, circulam mais 1.500 carros novos nas ruas de Pequim (mais do que em Tóquio). Há 20 anos, não havia ricos nem grande desenvolvimento na cidade. Nestes últimos anos, cresceu imenso, passando a ter 6 anéis de circulação dentro da cidade. Até 2015, Pequim terá a maior rede de metro do mundo. Haverá um comboio rápido que ligará Pequim a Xangai, numa distância de 1.500 quilómetros, em 5 horas, à média de 300 quilómetros por hora. Nesta cidade imensa, destacam-se edifícios imponentes, imensos blocos de betão e vidro, com dezenas de andares. Há muitos hotéis moderníssimos e de luxo. Porém, a maioria dos apartamentos dos citadinos não ultrapassa os 30 metros quadrados. As ruas pedonais também fervilham de gente e de vida. Há muitas lojas, ao dispor de qualquer turista e as montras dos restaurantes exibem pratos exóticos. Enquanto Pequim é a actual capital política e histórica da China, Xangai é a capital económico-financeira. Xian foi a primeira capital da China imperial. Agora, é a capital universitária e tecnológica. Pequim é um dos quatro grandes municípios da China, para além de Chongquing (com a maior densidade populacional, cerca de 31 milhões de habitantes), Xangai e Tianjin. Na cidade de Pequim realizaram-se os Jogos Olímpicos de 2008.

 

2 – Evolução Histórica

 

Beijing tornou-se sede do governo da China no século X d.C., quando os Khitans, povo mongol seminómada, fizeram de Beijing o seu centro. Mais tarde, no século XIII, o primeiro imperador da dinastia Yuan, Kublai Khan, neto do famoso chefe guerreiro mongol Gengis Khan, estabeleceu a sua capital algures a norte das muralhas da cidade actual. Em 1421, Beijing tornou-se a capital imperial da dinastia Ming. O terceiro imperador Ming, Yong Le, que governou entre 1402 e 1428, mandou edificar uma espaçosa cidade muralhada. Dentro das muralhas ficava a “Cidade Proibida”, onde habitava a corte do imperador. Na “Cidade Proibida” não podia entrar o povo, sob pena de condenação à morte se lá entrasse. Actualmente, o que ainda resta da “Cidade Proibida”, pode ser visitada por turistas. Beijing permaneceu capital desde então, excepto entre 1928 e 1949, quando o Governo Nacionalista foi transferido para Nanjing.

 

3 - Alguns Locais de Interesse Turístico

 

 1. Cidade Proibida

 

 Durante 500 anos, aqui viveram os imperadores chineses e a sua numerosa corte (conselheiros, imperatrizes, concubinas e pessoal de apoio). Trata-se de um complexo conjunto de palácios e pavilhões, com ostensivos portões, identificados com caracteres dourados. A “Cidade Proibida” foi habitada desde o século XV até 1924, data em que morreu o último imperador. Era proibida porque os plebeus não podiam lá entrar. Para além do imperador e a sua corte, só os muito ricos ou altos funcionários tinham permissão para lá entrar. Hoje em dia, a cidade imperial ou “cidade proibida” funciona como um museu. O acesso aos sucessivos palácios e pavilhões é feito por quatro portas principais. No total, havia 9.999 quartos. Além das instalações do imperador e da imperatriz, havia também as instalações das 180 concubinas oficiais do imperador. Todos os pavilhões são de madeira, com elementos decorativos pintados à mão.

 

2. A Grande Muralha da China

 

 Situa-se a cerca de 70 quilómetros a norte de Beijing. A zona de Badaling é a mais visitada pelos turistas. Esta extensa muralha, serpenteando por montes e vales, tem 8.800 quilómetros de comprimento. Era uma sólida barreira contra a invasão dos inimigos do império. A sua construção iniciou-se há 2.800 anos. Foi construída sobretudo para defesa dos ataques dos mongóis. A muralha ainda faz parte da China. A parte norte da província chinesa da Mongólia, faz fronteira com a República Popular da Mongólia. Dizem os chineses que homem que não subiu à Grande Muralha não é um verdadeiro homem.

 

3 – Palácio de Verão

 

Trata-se do Palácio de Verão da imperatriz Nihulu. Foi mandado construir em 1751. Tem uma área total de 290 hectares, incluindo um grande lago artificial, jardins e edifícios. Há vários corredores, cobertos e decorados no tecto, de ligação aos diversos edifícios (pavilhões e pagodes). Este palácio foi residência da última imperatriz da China, Cexi, que morreu em 1908.

 

4 – Passeio Sagrado

 

 Refere-se à entrada principal de acesso aos treze túmulos subterrâneos dos imperadores da dinastia Ming. Têm 600 anos. Encontram-se debaixo de colinas. Por isso, não é fácil nem possível vê-los. A área das sepulturas imperiais ocupa 40 quilómetros. Ladeando o “Passeio Sagrado”, perfilam-se grandes figuras de animais em pedra de granito, como camelos, cavalos, elefantes e leões e ainda figuras de funcionários e militares, que faziam parte da comitiva imperial.

 

5 – Praça Tiananmen ou Praça Vermelha

 

É a ampla e histórica praça de Pequim. Em chinês, o seu nome significa “Praça da Paz Celestial”. Segundo o guia local, é a maior praça do mundo. Tem uma área de 400.000 metros quadrados (800 metros de comprimento e 500m de largura). Ao centro, há um obelisco dedicado aos heróis do povo. No topo, está o mausoléu do Presidente Mao, que proclamou a República Popular da China, sobressaindo a foto gigante do antigo presidente. Num dos lados da Praça, está a Assembleia do Povo e no outro lado Museu Nacional de Pequim. A Praça Vermelha é o “coração” da China. Para os chineses, é o lugar mais importante e sagrado de Pequim. Quem pisar aquela Praça recordará que ali se passou uma tragédia, um massacre a milhares de manifestantes. O massacre aconteceu no dia 4 de Junho de 1989, em resultado do protesto de 100.000 manifestantes, oriundos de diferentes grupos, desde intelectuais e estudantes, que achavam que o Partido Comunista era demasiado repressivo e corrupto, a trabalhadores da cidade, desesperados com o desemprego e a inflação crescentes. Os protestos consistiam em pacíficas caminhadas pelas principais ruas de Pequim. As manifestações tinham começado a 15 de Abril de 1989 e terminaram trágica e definitivamente a 4 de Junho, do mesmo ano, devido às violentas cargas policiais. Os números relativos às baixas não são completamente fiáveis. Um funcionário da Cruz Vermelha revelou que tinham morrido 2.600 pessoas, para além de 2.000 feridos. Por outro lado, elementos da Universidade de Tsinghua referiram 4.000 mortos e 30.000 feridos. Um dos intelectuais que participou nas manifestações da Praça de Tiananmen foi o professor de literatura chinesa, Liu Xiaobo, a quem foi atribuído o Prémio Nobel da Paz, em 8 de Outubro de 2010, pela sua longa luta pelos direitos fundamentais na China. Foi expulso do ensino oficial pelo seu envolvimento nas manifestações estudantis de 1989. Encontra-se preso desde 2009, condenado a uma pena de 11 anos, por ter escrito, em conjunto com outros activistas chineses, um manifesto pela liberdade de expressão, pela independência do poder judicial e pela realização de eleições multipartidárias.

 

6 – Parque Olímpico

 

Preparado para os Jogos Olímpicos de 2008, com o famoso “Ninho de Pássaro”, designação do estádio olímpico de Pequim. Sugere-se ainda a visita a uma fábrica de produtos de seda , para observação da cultura dos bichos-da-seda e das diferentes fases da produção. É também interessante ir a uma fábrica de pérolas do rio. Poder-se-á observar, ao vivo, os viveiros de ostras, a partir das quais são produzidas e seleccionada as pérolas, com aplicações diversas.

 

 G. Manangao

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publicado por viajeiro às 00:12
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